Na Ilha de Falesa acompanha Wiltshire, um comerciante britanico enviado para trabalhar em um posto comercial na ilha de Falesa, no Pacifico Sul. Ao chegar, ele encontra Case, um compatriota que ja atua na regiao e que inicialmente se apresenta como um possivel aliado. Porem, a cordialidade logo da lugar a desconfianca, e Wiltshire percebe que o rival esta disposto a utilizar diferentes meios para preservar sua influencia e seus interesses economicos na ilha.
Em meio as relacoes complexas entre comerciantes estrangeiros e os habitantes nativos, Wiltshire acaba envolvido em um casamento arranjado com Uma, uma jovem canaca. O casamento, apresentado a ele como uma uniao que nao teria validade real segundo as regras locais, coloca o protagonista em uma situacao que mistura diferencas culturais, preconceito e interesses de poder. a medida que passa a conviver com Uma, entretanto, sua percepcao sobre a ilha e sobre os costumes de seus habitantes comeca a se transformar.
Wiltshire inicialmente reproduz muitos dos preconceitos dos colonizadores europeus e demonstra desprezo pelas crencas e tradicoes dos nativos. Sua experiencia em Falesa, porem, confronta progressivamente essas certezas. Ele se ve preso entre dois grupos aos quais nao pertence completamente: os estrangeiros que dominam a atividade comercial e os canacas, cuja cultura ele inicialmente nao compreende. A relacao com Uma intensifica esse conflito e torna impossivel permanecer simplesmente como um observador externo.
Enquanto Case amplia sua influencia e recorre a manipulacao das crencas locais para alcancar seus objetivos, Wiltshire percebe que sua propria seguranca e a de Uma estao ameacadas. A rivalidade entre os dois homens transforma-se em um confronto cada vez mais perigoso, levando o protagonista a abandonar a posicao de comerciante e assumir uma postura de enfrentamento direto. A aventura passa entao a envolver perseguicoes, ameacas, estrategias e violencia, em um ambiente no qual as fronteiras entre exploracao comercial e dominacao colonial se tornam cada vez mais evidentes.
Por tras da narrativa de acao e aventura, Stevenson constroi uma critica contundente ao colonialismo e ao imperialismo britanico. A exploracao economica, o preconceito cultural e racial e a imposicao de valores estrangeiros aparecem integrados a propria estrutura da historia. Ao abordar tambem a miscigenacao e as relacoes entre colonizadores e povos nativos, Na Ilha de Falesa expoe tensoes que permaneciam profundamente controversas no seculo XIX. O resultado eh uma novela que combina aventura, suspense e critica social para questionar as praticas de dominacao escondidas sob a aparencia de civilizacao e comercio.