Titulo (Title): O Antimodernista: Graciliano Ramos e 1922
Autor (Author): Graciliano Ramos, Thiago Mio Salla e Leda Lebensztayn
Encadernacao (Binding): Brochura (Paperback)
ISBN: 9786555874464
Editora (Publisher): Record
Data da Publicacao (Publication Date): 2022
Edicao (Edition): 1
Idioma (Language): Portugues do Brasil (Brazilian Portuguese)
Peso (Weight): 495 Gr (1,1 Lb)
Numero de Paginas (Number of Pages): 294
Dimensoes (Dimensions): 15,5 x 1,6 x 22,5 Cm (6.1 x 0.6 x 8.9 In)
Categoria (Genre): Nao Ficcao, Literatura Brasileira, Critica, Teoria Literaria
Publico Alvo (Target Audience): Adulto (Adult)
Idade Minima Indicativa de Leitura (Recommended Minimum Reading Age): 18 Anos (Years)
Tipo de Livro (Book Type): Normal (Standard)
Livro: O Antimodernista: Graciliano Ramos e 1922 - Graciliano Ramos et All
$28.98 Regular Price
$19.45Sale Price
Additional 5% Discount on Orders Over $200
- Neste o antimodernista: Graciliano Ramos e 1922, organizado por Thiago Mio Salla e Ieda Lebensztayn, o leitor encontrara a consciencia critica e autocritica de um Graciliano Ramos na contracorrente do triunfalismo modernista, simbolizado pela Semana de Arte Moderna de 1922. eh a perspectiva de um artista que duvida da idolatria ao progresso e recusa o fascinio pelo novo, quando os exageros ignoram as desigualdades sociais do pais.
Nao se trata, contudo, de uma defesa do tradicionalismo nem de reacionarismo. Neste livro, por meio de seu s textos ? cronicas, entrevistas, cartas ?, vemos um Graciliano incomodado com os descaminhos da civilizacao ocidental, e que manifesta sua postura desconfiada e vigilante de modo continuo. Aqui, o leitor sera levado a questionar os vinculos, em termos de proximidades e diferencas, de Graciliano com Mario de Andrade e Oswald de Andrade, e com a literatura moderna nordestina ? de intelectuais e artistas como Manuel Bandeira, Santa Rosa, os alagoanos Aurelio Buarque de Holanda, Valdemar Cavalcanti, Jorge de Lima, alem dos representantes do chamado romance de 1930, como Jose Lins do Rego, Jorge Amado e Rachel de Queiroz. o leitor podera constatar ainda como o trabalho de organizar uma antologia de contos brasileiros marcou a perspectiva de Graciliano, revelando seu s criterios artisticos.
Graciliano defendia a clareza da escrita e uma tecnica ficcional feita de circunspeccao, introspeccao e respeito as palavras e aos seres, capaz de articular a representacao critica e a expressao subjetiva de impasses sociais e morais. os textos presentes em o antimodernista permitem que se conhecam e se compreendam melhor os vinculos do autor de Vidas secas com o modernismo, suas reflexoes sobre os criterios de permanencia das obras de arte e seu olhar agudo sobre o Brasil.
GRACILIANO RAMOS: os modernistas brasileiros, confundindo o ambiente literario do pais com a Academia, tracaram linhas divisorias rigidas (mas arbitrarias) entre o bom e o mau. E, querendo destruir tudo que ficara para tras, condenaram, por ignorancia ou safadeza, muita coisa que merecia ser salva. Vendo em Coelho Neto a encarnacao da literatura brasileira ? o que era um erro ? fingiram esquecer tudo quanto havia antes, e nessa condenacao macica cometeram injusticas tremendas. [...]
REVISTA do GLOBO: Quer dizer que nao se considera modernista?
GRACILIANO RAMOS: que ideia! Enquanto os rapazes de 22 promoviam seu movimentozinho, achava-me em Palmeira dos indios, em pleno sertao alagoano, vendendo chita no balcao.
? Trecho de entrevista concedida por Graciliano Ramos em 1948.
No Reviews YetShare your thoughts.
Be the first to leave a review.
